Você é de que tipo?

Quer conhecer melhor quem é quem em um grupo? Espere a conta do restaurante chegar.

Tem quem tome as rédeas e se prontifique a receber o dinheiro. Tem quem queira dividir tudo igualmente. Tem quem faça questão de pagar só o que comeu. E tem quem finja que a conta não foi entregue.

Esse exercício funciona especialmente quando o grupo não é íntimo, quando tá todo mundo se conhecendo. Sério, faz o teste e depois me diz.

Foto do We Heart It.

Chile: compras em Santiago

Antes de tudo, um aviso: Santiago não é Miami ou Buenos Aires. Ou seja: as coisas não são incrivelmente baratas por lá, mas sempre dá pra achar uma pechincha.

Isso dito, vambora.

O que vale a pena comprar em Santiago

Pensando no preço, vale a pena comprar eletrônico e tênis. Roupas, maquiagem e cosméticos nem tanto. Pra quem curte, os vinhos são bem baratos por lá e todo supermercado tem uma seleção decente de rótulos.

Onde comprar

Na Paseo Ahumada (rua mais famosa da cidade, na saída do metrô Plaza de Armas), você encontra todas as lojas de departamentos que pode imaginar. Se tiver com pique, dá pra comprar tudo o que quiser e precisar por lá em um dia só.

[UM PARÊNTESES SOBRE DINHEIRO]

Nessa região também é o melhor lugar pra trocar dinheiro: as várias casas de câmbio por ali ajudam o preço a ser mais competitivo. E não precisa levar dólar: pode levar real que eles trocam direto.

A aceitação de cartão de crédito e débito (tipo o Visa Travel Money) é superboa, como no Brasil, então não precisa se preocupar em levar muito dinheiro em espécie. Além disso, existe um caixa eletrônico em cada esquina, pra quem tem a opção de sacar de lá.

[FECHA PARÊNTESES]

Pra quem curte coisa exclusiva e diferente, em Lastarria (na frente do Zabo) existe um casarão com umas lojinhas super simpáticas que só vendem roupas de designers de lá. As coisas não são muito baratas lá, mas também não é preço de alta costura. O que você paga na Zara aqui, você gasta lá.

Quem busca artesanato e coisas típicas, tem que ir no Mercado Santa Lucia (do lado do Metrô Santa Lucía). Segundo o pessoal de lá, não tem preço melhor e a variedade lá é ótima (isso eu pude comprovar).

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Chile: bares e restaurantes em Santiago

Já começo avisando que eu não sei dar dica de balada porque fui em uma só (chamada Las Uracas) e não tenho parâmetro (não saio na noite de São Paulo, então não sei dizer o que tem de bom ou ruim…).

Bares, em compensação, fui em vários! E restaurante mais ainda!

Os tradicionais

Liguria é um bar/restaurante superfamoso na cidade. Existem três unidades dele em Providência e, não importa o que peça, não vai se decepcionar.

Liguria e sua arte meio cordel

Outro lugar supertradicional é o La Piojera, nas imediações do Mercado Central. Mas não vá esperando um lugar cool ou arrumadinho, o restaurante é pra quem quer sentir a cultura chilena mesmo. Dica: peça o terremoto, drinque típico de lá (não é incrível de gostoso, mas todo mundo tem que provar!).

Top de linha

Existem dois restaurantes ótimos que eu não consegui ir porque deixei pra reservar muito tarde, o Astrid&Gaston (que também existe em outros países latinoamericanos) e o Aqui Está Coco.

Os dois são capitaneados por ótimos chefs e têm como especialidade peixes e frutos do mar. Como já comentei em outro post, comer bem em Santiago é muito barato. Um jantar completo (entrada, prato principal, sobremesa, vinho) sai cerca de R$120. Não é pouco, mas estamos falando do que há de melhor na cidade. VocÊ não encontra o mesmo em São Paulo por menos de R$200…

Opção segura

Perto do metrô Baquedano tem um lugar chamado Patio Bellavista (dá pra ir andando do metrô) que é uma praça de alimentação gigante, com opções de todos os tipos. O preço não é barato, mas é pagável. Um jantar por lá (num restaurante francês, por exemplo) sai algo como R$50.

O Patio Bellavista é seguro e fica aberto até muito tarde, todos os dias. É o lugar que te salva quando nada mais está aberto (ou quando rola um apagão na cidade – sim, passei por isso). Mas se você quiser ficar longe de brasileiros, não passe nem perto. Lá também não é uma opção legal pra quem busca comida autenticamente chilena.

>> O que recomendo lá: Backstage, Le Fournil Bistrot e Dublin

 Para ver e ser visto </vejinha>

Na região do Patio Bellavista, está a calle Constitucion que tem vários outros restaurantes e bares. Lá também não tem muito como errar. Uma opção que vale experimentar é o Como Água para Chocolate. Lá peça o congrio (um peixe típico de lá) com creme de espinafre (de chorar de tão bom!).

Na mesma rua tem o Bar Constitucion, que abre pro happy hour e bomba depois das 23h, quando libera a pista de dança.

Pra passar o dia

Olha que delícia que é Lastarria! (Foto: Só a nata das viagens)

A região mais gostosa que eu conheci de Santiago foi o bairro Lastarria (perto do metrô Universidad Católica). Existem vários bares e restaurantes, todos com mesinha na rua, pra passar uma tarde de domingo jogando conversa fora.

>> O que recomendo lá: ZaboCafé del Museo

O melhor sorvete de Santiago

Ninguém pode sair de Santiago sem passar no Emporio La Rosa. Conheci duas unidades, a da calle Merced (em Lastarria mesmo) e uma na Av Providencia, pertinho do metrô Los Leones (todos os endereços aqui).

Nâo experimentei a comida, mas os sorvetes são incríveis (e eu já tinha provado sorvetes incríveis em Buenos Aires). Meu preferido é o de iogurte, mas até o de doce de leite (que pode ser aquela coisa enjoativa) é levinho, levinho.

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Chile: o que visitar em Santiago

De tudo o que o seu guia de viagens mostra de Santiago, algumas coisas que valem a pena (na minha humilde opinião):

Centro histórico

Plaza de Armas, Paseo Ahumada, Catedral… Já falei o que tinha que falar (com detalhes) aqui.

Cerro San Cristóbal

E a vista do Cerro Sán Cristóbal?

Um funicular (algo entre um trem e um bondinho) leva você até lá em cima para ter a melhor vista de Santiago. Se tiver pique, ainda dá pra subir mais (aí, a pé). Nos dias claros é uma visita que não dá pra perder. Mas evita ir no fim de semana, que fica insuportável.

Mercado Central

Ir almoçar no Mercado Central é clichê, mas não é furada. A comida lá é gostosa e você tem a opção de restaurantes grandes, bem turísticos e outros menores, mais exclusivos.

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía: a Cordilheira fica logo ali!

Do lado do metrô Santa Lucía, tem um morro cerro que também vale visitar. Mas aí o caminho é só a pé. Mesmo asism, dá pra ir passeando, é um clima de parque mesmo. O melhor é que é um passeio rápido (não vai perder um dia caminhando), de graça e bem perto do centro da cidade.

Casas de Pablo Neruda

Existem três casa abertas para visitação no Chile e eu fui nas três. Conto tudo aqui, ó.

Pra quem gosta de esquiar, existem várias opções próximas a Santiago. Mas não saberia dizer, não fui a nenhuma estação de esqui. O mesmo vale para as vinícolas: minha opinião não vale nada! 

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Santiago: centro histórico

Como toda capital latina que se preze, Santiago também tem uma Plaza de Armas, que tem (entre outras coisas), o marco zero da cidade.

A Plaza de Armas santiaguina é o coração da cidade mesmo: gente de todo tipo apressada, andando de uma lado pro outro todos os dias da semana. Como toda colônia ibérica que se preze, é nesta praça que está a Catedral de Santiago, construída em várias etapas.

Catedral @ Plaza de Armas

Além de ser sede do governo, aqui também era a região onde os ricos moravam. A lógica era simples: quanto mais perto da praça, mais rica e poderosa a pessoa.

Uma dica: pra ter a melhor vista do lugar, vá para cima. Eu passei uma tarde no Plaza de Armas Hostel, albergue que fica no último andar de um dos prédios da praça, e foi incrível. Não me hospedei ali, mas quem se hospedou não se arrepende!

Arredores da Plaza de Armas

À esquerda da Catedral está a Paseo Ahumada, rua de comércio mais famosa da cidade.  Lá você encontra as principais lojas, com o melhor preço. A região da Ahumada também é o lugar ideal para trocar dinheiro (a quantidade de casa de câmbio por ali garantem o melhor preço).

À  direita da catedral é o caminho para o Mercado Central. Dá pra ir andando, tranquilamente. Como todo Mercado, não é a coisa mais linda do mundo. Mas lá é o melhor lugar pra comer frutos do mar da cidade (a um preço consideravelmente baixo).

Atrás da Catedral (algo como duas ruas pra trás), está o Museu de Arte Pré-Colombino. Ele fica escondido, mas tá lá! E vale a visita, especialmente pra quem é mais ligado em história do que em arte propriamente dita. Tente pegar um tour guiado (mas não confie 100% no site deles, ligue antes).

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Santiago: as casas de Neruda

No Chile, Pablo Neruda é um herói nacional. Além de ser o primeiro poeta latino-americano a ganhar um Nobel de literatura, foi diplomata e senador do país. Amigo de Salvador Allende, Neruda foi um dos principais opositores de Pinochet – ditador que ficou quase duas décadas no poder.

Ou seja: é herói.

Existem três casas de Pablo Neruda abertas à visitação no Chile. Todas mostram a fixação que ele tinha pelo mar e sua tendência quase doentia em colecionar coisas (sua coleção de garrafas ficou até famosa!).

La Chascona

A casa mais famosa de Neruda fica em Santiago, aos pés do Cerro San Cristóbal, e tem esse nome em homenagem a sua terceira mulher, Matilde. La Chascona significa algo como “A Descabelada” e era assim que o poeta chamava carinhosamente (?) a esposa.

Isla Negra

Como lidar com essa vista?

Pra mim, a casa de Isla Negra é a “mais Neruda” de todas. A casa foi construída como um barco (a sala de jantar, com as janelas gigantescas, parece a cabine de um navio), tem milhões de referências náuticas. Além disso, lá estão todas as coleções doidas do poeta: insetos, conchas, garrafas, instrumentos…

Foi em Isla Negra que Neruda passou seus últimos dias de vida. Hoje, ele e Matilde estão enterrados no quintal da casa, de frente para o mar.

La Sebastiana

Essa é a casa que eu moraria. Em Valparaíso, a casa só tem janelas voltadas para o mar e era onde Neruda passava o réveillon.

Não é uma casa gigante, mas foi a que mais me interessou. A construção é diferente, cada canto da casa tem uma coisa que vale ser vista…

As três casas são incríveis e valem a visita. Todas são mantidas pela Fundación Neruda e todas têm tours guiados (essenciais para entender a história).

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Santiago do Chile

Agora vai. Resolvi tomar vergonha da cara e terminar os vários posts que comecei na viagem a Santiago, em outubro de 2011 (sim, 2011).

Primeiro, uma geral:

Santiago é segura, limpa e organizada. O metrô funciona superbem e os ônibus são bem conservados. Cuidado com os táxis: eles são baratos e numerosos, mas os taxistas são doidos pra cobrar a mais (peguei uns dois com taxímetro adulterado). Sempre pergunte o valor final aproximado antes de entrar. Se achar abusivo, pegue outro.

A Catedral da Plaza de Armas, no centro de Santiago

Não vá esperando um lugar superbarato (como Buenos Aires é hoje). Em geral, você vai gastar em Santiago o que gastaria em São Paulo (ou seja: mais do que em muitos lugares do Brasil).

O que vale a pena gastar por lá: comida (os melhores restaurantes de lá saem pelo preço de um mediano em SP), bebida (não só vinho), tênis e eletrônicos (não é o mesmo que ir pra Miami, mas sai mais barato do que comprar por aqui).

Reza a lenda que o espanhol mais mal falado do mundo é o chileno. Verdade ou não, o fato é que é difícil entender o que eles dizem.  Mas os chilenos são muito simpáticos e não ficam bravos se você pedir pra eles falarem mais devagar.

Alguns locais me disseram que a melhor época para ir pra lá é em setembro – quando tem vento e a poluição não castiga tanto. Nessa época, ainda está friozinho (os mais sortudos conseguem esquiar), mas nada que mate um paulistano ou gaúcho (a galera de Recife e do Rio sofreu um pouquinho).

Outra ponto positivo de visitar Santiago em setembro: dia 18/09 é a festa da independência deles (que dura quase uma semana).

Um show típico em uma fonda

Além dos churrascos a céu aberto (o Cierro Sán Cristóbal fica cheio deles!), o típico das fiestas patrias são as fondas: festas fechadas espalhadas pelos parques da cidade com música e comida típica. As festas têm um jeito meio kitsch, mas quem tá lá tem que ir!

Vou começar a publicar o resto dos posts. Depois, volto aqui e linko tudo!

Tudo o que já postei sobre Santiago: