Os 7 sinais de que aquela balada não é para você

Abre parênteses

 

O espírito da pomba-gira baixou em mim no sábado e resolvi ser jovem por um dia. Rolou que depois de uma tarde no samba e um começo de noite num bar, a gente ainda queria mais. Acontece que normalmente eu tenho o pique de uma senhorinha da terceira idade. A traumática experiência em uma festa que não era para mim inspirou esse post.

Fecha parênteses

 

Os 7 sinais de que a balada não é para você

SINAL 1: você não sabe nada sobre a festa

Se você faz parte do público-alvo da festa, BELIEVE ME, você saberia detalhes mínimos sobre ela, como lugar, horário, preço… E seu nome já estaria da lista (tornando desnecessária a presença da anfitriã na porta para liberar sua entrada).

SINAL 2: você sabe cantar o putz-putz que está tocando

Isso é problema quando a música (que já fez parte do CD da 7 Melhores da Jovem Pan) é tocada no momento flashback da festa. Todo mundo curtindo o som vintage e você lembrando das baladas que curtiu na Vila Olímpia.

SINAL 3: você encontra ex-colegas de sala do seu irmão (mais novo)

Fator agravante: a quantidade de amigos do irmão é bem maior do que o número de amigos seus. Dá uma sensação de “te vi crescer”, sabe?

SINAL 4: open bar

É triste dizer, mas open bar é para aquela época da vida que a gente é estagiário e o dinheiro da cerveja é contado. Se você já se formou e as festas que frequenta tem bebida à vontade como principal atrativo, algo está errado. 

SINAL 5: só você sabe a letra (e gosta) das músicas dos anos 80

Se Depeche Mode é o ponto alto da festa para você, existe um problema. Se toca Vogue, da Madonna, e só você está se divertindo, saia da pista de fininho antes que percebam.

SINAL 6: a pista parece corredor polonês

As meninas passam e os meninos ficam pegando pelo braço, cintura, mão, pescoço… Tem fase para tudo e eu não participo (mais) desse pega-pega, não.

SINAL 7: o gatchinho nasceu em 1991

JURO POR DEUS. Quando o brother que te pega uma cerveja para fazer média nasceu em 1991, tudo tá perdido. Para não decepcionar, falei que eu era de 89 (rejuvenesci uns 4 anos) e saí à francesa. Óbvio que ele não acreditou, mas pelo menos não tomei uma olhada do tipo “o que você tá fazendo aqui, tia?”.

E se você ignora os sinais?

Como a gente costuma duvidar das evidências, fiquei na festa e só voltei de dia para casa. De presente, ganhei uma ressaca homérica, cheiro de cigarro em todo o quarto, cordas vocais estraçalhadas.

Pelo menos não tive que ir para o hospital como minha amiga, que ignorou os efeitos da combinação dor de ouvido tratada com benzetacil + balada errada + noite mais fria do ano. Acabou no PS tomando soro para dar um jeito na febre.

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2 respostas em “Os 7 sinais de que aquela balada não é para você

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