Eu não sou a mulher que você pensa

Semanalmente, leio o Meio e Mensagem e sempre me espanto com a falta de mulheres “de expressão” no mercado publicitário, especialmente na área de criação.

Óbvio que existem mulheres sensacionais nas agências, mas por que elas não aparecem?

Daí que topei com um texto que fala justamente do resultado dessa falta de mulher, sobretudo da classe C/D, na publicidade: criação de anúncios que não falam com a gente, que não entendem o que queremos.

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Olha só algumas informações legais que o diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, fala na matéria:

  • Hoje, 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.
  • Estamos falando de uma miopia das agências de publicidade, que têm entre os seus criativos, em boa parte, homens que dialogam com o universo masculino e ainda acreditam que a aspiração dessa nova mulher é ser como as europeias: altas, brancas, cabelos lisos.

  • A mulher brasileira está envelhecendo, é majoritariamente negra e tem muito mais curvas que a média das mulheres do mundo. Mas as agências de publicidade trabalham com um ideal de beleza do passado, de mulheres altas, magras, loiras e de olhos claros.

  • A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é.

  • Para conquistar essa nova mulher, a função da propaganda é, em primeiro lugar, criar identidade; em segundo lugar, inspirar essa mulher a melhorar de vida, se sentir mais bonita e feliz; e, em terceiro lugar, gerar propaganda boca a boca.

  • É uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios que a consumidora negra seja apresentada como a empregada doméstica e não como a mulher que decide e está no mercado de trabalho exercendo múltiplas funções.

  • De cada 10 pessoas que saíram da classe D e foram para a classe C, 8 são negros. Foram os negros os grandes responsáveis pela ascensão econômica do Brasil. Embora por mais que a desigualdade no Brasil tenha diminuído ela ainda seja gigantesca: 3/4 das classes A e B são brancos e 3/4 das classes D e E são negros. 

Resumindo, nas palavras do próprio Renato Meirelles:

Portanto, não se trata de ser politicamente correto ou incorreto, mas de ter uma comunicação que funcione ou não. 

 

Para ler o texto completo, na Revista Forum, é só clicar: “E a publicidade começa a divorciar-se da mulher…”

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