Viver do que se gosta

Toda manhã chuvosa de frio a gente acorda e lamenta não ter coragem de largar tudo para viver do que gosta. Abrir uma loja de bolo de fubá, montar um site de cartões personalizados, virar massagista, sei lá. Um desses sonhos fora mundo-engravatado-bate-cartão, sabe?

O querido Fernando Brito fez isso. Trocou a vida corporativa numa das maiores empresas do mundo para viver de música. O Brito (ou “Samba”, para os amigos) é o vocalista à frente da Banda DoBrás e faz um groove brasileiro que não deixa ninguém parado (Tim Maia, Jorge Ben, Simonal, essa galera toda “aparece” num show dele).

Em “Living With Samba” ele fala um pouco da relação com a música:


Living with Samba from Mr Pink Filmes on Vimeo.

Viver do seu sonho (qualquer que seja ele) significa viver sem saber se a conta vai fechar no fim do mês. Mas é garantia de momentos muito felizes durante o trabalho. Coisa que o mundo-engravatado-bate-cartão não tem como providenciar.

Para fechar, um groove do DoBrás, para vocês terem uma ideia do que estou falando:

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Trilha de sexta

Vídeo

Iluminai os terreiros que nós queremos sambar, não é mesmo?

O grande poder transformador

Vídeo

A coisa mais linda que ouvi nos últimos tempos: Seu Jorge e Caetano Veloso cantando “Desde que o Samba é Samba”:

Cantando eu mando a tristeza embora…

Na Moral

Daí que ontem eu tava num bar X de Santiago e tive o PRAZER de ouvir Jota Quest em espanhol. Era o grande hit Na Moral, cantado com a ajuda de um rapper chicano.

Enjoy:

Aparentemente, legalizaram a exportação de drogas.

Tem que ver

Tenho birra de coisas que são compartilhadas à exaustão (deve ser algum vírus hipster que peguei passeando na rua Augusta). Aí, perco o interesse por qualquer coisa que viraliza e simplesmente não vejo.

Um dia, conversando com uma amiga, ela comenta que o vídeo do irmão dela virou hit no Youtube. Com umas criancinhas e tal. Lembrei na hora das pessoas jogando isso na minha timeline do Facebook – e eu não clicando justamente por causa da avalanche de compartilhes.

Mas aí fui ver, né? Irmão da amiga, sabe como é…

[youtube http://youtu.be/kP4QHmrBWwE]

Que delícia de vídeo! Essas crianças fofas de tudo cantando são de doer! “Eu não trocaria um sorvete de flocos por você”? Oooown! (não, nem eu acredito que estou abalada por essa fofurice toda)

Bom domingo!

(agora, tô com uma dúvida: deveria assistir ao vídeo da Banda Mais Bonita da Cidade?)

O que é o partido alto?

O samba de partido alto é aquele cheio de improviso, tocado com prato e faca. É a adaptação carioca do samba da Bahia, feita no fundo de quintal com o que estiver à mão. “É a brincadeira, é a vadiagem”, como lindamente define o Paulinho da Viola. É também o meu tipo favorito de samba.

Parem tudo por 20 minutos e assistam ao documentário Partido Alto, de 1982. Com depoimentos de Manacéa, Candeia e Paulinho da Viola, é uma pérola:

O sambista não precisa ser membro da academia. Ao ser natural em sua poesia, o povo lhe faz imortal.

Rainha do Samba

Há algumas semanas fui no show da Beth Carvalho. E fiquei impressionada foi com o amor que o pessoal que estava lá sentia por ela.

Pra começar, todo mundo cantou todas as músicas. Todas mesmo. Na mesa do lado da nossa estavam duas meninas (que não tinham mais que 12 anos) cantando tudo. Aí ficava aquela coisa linda, com aquele coral absurdo, todo mundo na maior felicidade.

O show teve três participações especiais – e que não estavam no script: os meninos do Quinteto em Branco e Preto, o Almir Guineto ( que tava de boa na platéia e foi logo colocado pra trabalhar) e a Luana Carvalho, filha da Beth que canta demais.

Tudo isso só pra dizer: se puder ir a um show da Beth Carvalho, vá. E correndo.