#ajudeopipe

Amigos, que tal realmente ajudar a mudar a vida de alguém?

Em 2015, o Thiago e a Carol fizeram uma mudança significativa no seu estilo de vida, o que impactou diretamente no orçamento da família. Por isso, eles tiveram a ideia de montar um financiamento coletivo para que o filho deles, o Pipe, possa continuar na escola* que ele estuda e tanto ama.

E esse crowdfunding tem um perfil bem legal: você vê uma lista de serviços oferecida pela família, escolhe o que mais faz sentido para você e compra um deles (ou vários!). O dinheiro vai pra escola do Pipe e você também recebe algo em troca. Legal, né?

>> Então, vai lá: AJUDE O PIPE <<

ajudeopipe

Você também pode doar pelo Cartarse, se preferir.
E se quiser saber mais sobre essa iniciativa, dá uma lida na matéria feita pelo O Globo. E na do El País – de onde tirei a foto desse post.

*A escola – a Politeia – tem uma proposta muito legal de educação, com o fim das salas de estudo e as séries tradicionais – você pode entender mais sobre isso aqui.

 

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Quatro rodas de samba no Rio de Janeiro

Passei as férias no Rio de Janeiro e quase não vi a praia. Em compensação, conheci quatro lugares incríveis para ouvir/viver/amar o samba carioca.

Samba do Trabalhador

Samba do TrabalhadorO Rio de Janeiro é tão maravilhoso que tem um samba de segunda que começa às 16h. Não tem como não amar. Comandado pelo Moacyr Luz, o Samba do Trabalhador tem esse nome porque é onde os músicos (que trabalham aos fins de semana) vão para se divertir. Apesar do repertório quase fixo (só ouvir esse álbum que você vai saber a maioria), as canjas são frequentes e, com sorte, você encontra gente bem famosa por lá.

Segundas, à partir das 16h (e até umas 21h, então chegue cedo!)
No Clube Renascença – Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí
Entrada – R$20

Cacique de Ramos

Cacique de RamosGrande chance de você estar bem longe do Cacique, mas a viagem vale a pena. Essa é uma das rodas de samba mais tradicionais e tem entre seus filhos mais ilustres o grupo Fundo de Quintal. O samba acontece na disputada quadra todos os domingos e sempre aparece alguém para uma canja. E se você ainda precisar de mais motivo, a feijoada que acontece uma vez ao mês é deliciosa.

Domingo, a partir das 17h. A feijoada é no 3º domingo de cada mês a partir das 13h.
R. Uranos, 1326 – Olaria
Entrada franca; feijoada R$20

Sambastião

SambastiãoUm sábado por mês o Sambastião toma a Praça do Russel, na Glória, para um dos sambas mais divertidos da cidade (eu que tô dizendo, tá?). A roda de samba é aberta, com todo tipo de gente, e tem como padrinho o sambista Ataulpho Alves Jr. O repertório é recheado de sambas de partido alto e sambas de terreiro, daqueles pra cantar junto.

Um sábado por mês, a partir das 15h (até umas 22h).
Na Praça do Russel, em frente à Rádio Globo.
Grátis

Pedra do Sal

Samba da Pedra do SalConta a história que o samba carioca nasceu na Pedra do Sal, o que dá a essa roda um clima bem diferente de tudo. O samba acontece todas as segundas à noite o som baixo dá um clima bem intimista. Mas não se engane: a roda de samba lota, então é bom chegar cedo. Aqui é o lugar pra aprender sambas de todas as épocas e tentar ensinar um pouco para os gringos (que são muitos).

Às segundas, a partir das 18h.
Rua Argemiro Bulcão, Saúde
Grátis

Tem mais dicas? Me fala?

Offline por opção

O minidoc “No Internet Week” mostra cinco nativos digitais (os que nasceram quando a internet já era popular) que aceitaram ficar completamente offline por uma semana. Da ansiedade de não saber o que as pessoas estão postando à experiência inédita de escrever a primeira carta, tá tudo lá.

E é inevitável pensar: e se fosse comigo?

No internet week

Eu venho travando uma batalha pessoal e silenciosa para diminuir o meu tempo online. Sei lá, um dia fiz as contas e percebi que ficava mais tempo olhando telas do que pessoas e resolvi tentar inverter isso.

Não é uma questão de ficar sem internet de vez (impossível), mas de tirar da vida o que não acho essencial. Algumas coisas que já consegui fazer:

  • Consigo passar uma refeição quase inteira sem olhar pro celular. Ainda não consigo deixar o aparelho o tempo todo na bolsa, mas estou tentando.
  • Não vejo mais email do trabalho fora do trabalho. Na real, nem recebo mais os emails do trabalho no celular.
  • Só posto foto de momentos que quero lembrar e imagens que quero guardar. Não sinto vontade nenhuma de postar selfies (um apelo: parem com a overdose de selfies!).
  • Filtro muito mais o que vale a pena ou não ler. Sempre guardei mil links pra “ler um dia”, coisa que raramente fazia. Agora só guardo o que vale mesmo.
  • Ainda nesse tópico: me coloquei uma meta de livros para ler por mês. A ideia aqui é fazer algo que me obrigue a largar o maldito celular por um tempo.
  • Essa ainda é um esforço tremendo e nem sempre consigo: só pego o celular meia hora depois de acordar e largo o aparelho meia hora antes de dormir.

E vocês? O que vocês fazem para sair do online e se dedicar ao offline? Ou acham isso uma besteira?

Ainda sobre esse assunto, uma ótima matéria do Aeon sobre FoMO – Fear of Missing Out (aquela ansiedade que dá quando a gente percebe que não consegue acompanhar o ritmo da internet). Um trechinho, em tradução minha:

“Estar conectado a todo mundo, o tempo todo, é uma nova experiência humana, nós ainda não estamos aptos a lidar com isso. (…) A melhor forma de lidar com o FoMO é reconhecer que, nesse ritmo de vida frenético, nós às vezes vamos perder o fio da meada. E quando conseguirmos isso, teremos a oportunidade de melhorar as consequências das escolhas que fizemos”

30 menos 1

Datas importantes fazem a gente pensar, né? Daqui um ano, farei 30 anos e isso está me fazendo pensar. Sei que na prática nada muda (ou melhor: só muda se eu quiser), mas inevitável colocar na balança tudo o que fiz ou deixei de fazer.

Por isso que o texto “20 things you need to stop doing in your 20s” (algo como “20 coisas para PARAR de fazer nos seus vinte anos”) está fazendo tanto sentido para mim neste momento.

A lista (em tradução livre e descompromissada minha) é a seguinte:

20 coisas para deixar de fazer nos seus 20 anos

Algumas coisas dessa lista já me livrei, outras ainda estou trabalhando. E tem aquelas que acho que nunca vou conseguir – mas tentar é parte da diversão.

Pra quem gostou do texto em inglês, a dica é seguir o blog do Jon Negroni – http://jonnegroni.com/

Zerada em 2014

Como qualquer ser humano normal, todo ano faço uma lista de promessas. E como qualquer ser humano que se preze, não cumpro metade.

Daí que faltam 54 dias para começar 2014 e eu nem lembro do que prometi para 2013. Então, resolvi fazer uma nova promessa (não, eu não aprendo): zerar todas as coisas que deixei para ler depois.

No momento, esse é o tamanho do meu problema::

  • 17 e-mails (número que não para de subir)
  • 212 artigos no feedly
  • 3 revistas
  • 170 notas no Evernote
  • 48 links favoritados no Twitter

A essa altura do campeonato, qualquer vitória é vitória.

Só trabalho aqui, moço

Eu falo essa frase pelo menos uma vez por dia. “Só trabalho aqui, moço” é um mantra bem-humorado (será?) que me faz lembrar que o trabalho a ser feito, por vezes, é aquele mesmo, independente do que a gente ache.

Charles Chaplin - Tempos Modernos

O problema é que eu não acredito nisso. Não consigo não me importar com algo que toma metade do meu dia. Não consigo conviver sem acreditar no que estou fazendo.

E justo hoje, dia que precisei repetir esta frase inúmeras vezes, caí nesse texto: Isso é só o seu trabalho. Ele tava perdidinho na minha lista de coisas pra ler (aquela que a gente nunca lê) e combinou direitinho com o dia de hoje.

Mesmo que você não esteja num dia assim, vale ler: Isso é só o seu trabalho, do Carreirasolo.org.

Eu não sou a mulher que você pensa

Semanalmente, leio o Meio e Mensagem e sempre me espanto com a falta de mulheres “de expressão” no mercado publicitário, especialmente na área de criação.

Óbvio que existem mulheres sensacionais nas agências, mas por que elas não aparecem?

Daí que topei com um texto que fala justamente do resultado dessa falta de mulher, sobretudo da classe C/D, na publicidade: criação de anúncios que não falam com a gente, que não entendem o que queremos.

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Olha só algumas informações legais que o diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, fala na matéria:

  • Hoje, 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.
  • Estamos falando de uma miopia das agências de publicidade, que têm entre os seus criativos, em boa parte, homens que dialogam com o universo masculino e ainda acreditam que a aspiração dessa nova mulher é ser como as europeias: altas, brancas, cabelos lisos.

  • A mulher brasileira está envelhecendo, é majoritariamente negra e tem muito mais curvas que a média das mulheres do mundo. Mas as agências de publicidade trabalham com um ideal de beleza do passado, de mulheres altas, magras, loiras e de olhos claros.

  • A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é.

  • Para conquistar essa nova mulher, a função da propaganda é, em primeiro lugar, criar identidade; em segundo lugar, inspirar essa mulher a melhorar de vida, se sentir mais bonita e feliz; e, em terceiro lugar, gerar propaganda boca a boca.

  • É uma miopia do ponto de vista de oportunidades de negócios que a consumidora negra seja apresentada como a empregada doméstica e não como a mulher que decide e está no mercado de trabalho exercendo múltiplas funções.

  • De cada 10 pessoas que saíram da classe D e foram para a classe C, 8 são negros. Foram os negros os grandes responsáveis pela ascensão econômica do Brasil. Embora por mais que a desigualdade no Brasil tenha diminuído ela ainda seja gigantesca: 3/4 das classes A e B são brancos e 3/4 das classes D e E são negros. 

Resumindo, nas palavras do próprio Renato Meirelles:

Portanto, não se trata de ser politicamente correto ou incorreto, mas de ter uma comunicação que funcione ou não. 

 

Para ler o texto completo, na Revista Forum, é só clicar: “E a publicidade começa a divorciar-se da mulher…”