O que é essa moda de lowsumerism?

Você também já está cansado desse ritmo de compra-compra-compra que a gente vive? Há algum tempo surgiu o movimento do Lowsumerism, que prega um novo jeito de consumir as coisas.

Resumindo bastante, o Lowsumerism tem como base três atitudes:

  • Pensar antes de comprar
  • Buscar alternativas de consumo com menos impacto na natureza (como trocar, fazer ou consertar)
  • Viver só com o que é necessário

Pra mim, o fundamental dessa ~filosofia~ está no terceiro item da lista. Veja bem: quando se fala em “viver só com o que é necessário”, significa “o que é necessário PARA VOCÊ”. Cada um tem seu estilo de vida, seus valores e suas necessidades. Portanto não existe uma regra de quantos sapatos, carros ou bolsas a pessoa deve ter.

O consumo se tornou um ato muito mecânico nas nossas vidas. Por isso, a chave do Lowsumerism, no fim das contas, é a gente adotar um jeito mais consciente de consumir. Preciso mesmo disso? Vou usar mesmo essa peça de roupa? Vai fazer diferença na minha vida?

Armário cápsula

O armário cápsula é uma tendência que tomou força no ano passado e tem tudo a ver com a ideia do lowsumerism. A ideia é simples: a cada estação, você elege um número X de peças de roupas (30, 35, 40 – daí vai de cada um!) e se propõe a passar os 3 meses só com elas, sem comprar nada novo. Além de ser um exercício de (não) consumo, é uma forma de usar a criatividade para fazer combinações diferentes com as roupas de todo dia.

Pra onde vai a roupa que a gente joga fora?

Quando você joga uma roupa fora, ela vai pro lixo comum, já que não existe um programa de reciclagem/descarte de tecidos no Brasil. Ou seja: esse tecido é um lixo que vai demorar anos e anos e anos para se decompor – se for sintético, então, vish.

“Ah, mas eu mando todas as minhas roupas pra doação.” Uma coisa que o documentário The True Cost (assistam! assistam! assistam!) mostrou é que muitas das doações que são feitas a instituições de caridade acabam sendo vendidas em países como o Haiti (já que nem tudo consegue ser aproveitado no país de origem). Sim, a gente compra (e descarta) tanta coisa que sobram doações.

Vamos parar de doar? Não.
Vamos parar de comprar? Também não.
Vamos usar roupa rasgada só pra não jogar fora? Óbvio que não.

Então o que dá pra fazer?

  • Comprar menos
  • Usar mais (às vezes um conserto rápido resolve e a roupa volta pra vida)
  • Descartar direito (doar para quem você sabe que precisa e jogar fora de forma adequada – existem empresas que podem fazer isso por você)

Se interessou, tem uns links legais pra saber mais:

Links da semana #12

Indo direto ao ponto:

>> Essa calculadora mostra como o seu salário se posiciona na realidade brasileira. Uma forma poderosa e descomplicada de mostrar as diferenças nesses Brasilzão.

>> Descubra o que o David Bowie fez quando tinha a sua idade. Uma homenagem simples, mas incrível.

>> Polêmica: a gente não precisa de mais tempo livre, a gente precisa de mais tempo livre com quem a gente gosta. Ou seja, por essa lógica, o caminho não é flexibilizar nossos horários, mas sim ter um calendário ainda mais restrito, com todo mundo trabalhando nos mesmos horários.

>> Finalmente assisti a “Que horas ela volta?” e não tenho o que dizer. Apenas vejam. E pensem. Pensem em vocês e em quem vocês conhecem. Não importa se você se identifica mais com a empregada, com a patroa, com um dos filhos. O ponto é repensar essa relação tão brasileira – e que precisa acabar. Esse texto é um bom ponto de partida.

>> Qual é a diferença de uma camiseta de R$30 e uma de R$100? Toda.

Alcione + Kate Moss

20120109-003417.jpg

Encontro especial para o editorial de 35 anos da Vogue Brasil.

Mamãe, quero ser groupie

Quando vi Quase Famosos pela primeira vez, saí com vontade de usar um casaco de pele fake por aí e correr atrás de todos os rockstars do mundo.

Aí, me lembrei que não se fazem mais rockstars como antigamente (imagina ter que perseguir Frejat ou Tico Santa Cruz?) e me aquietei. Mas a vontade de ser groupie, mesmo que em fantasia, não passou.

Quando eu já tinha abandonado a ideia de largar tudo pra ir atrás de uma banda qualquer, surge a Vogue UK com um editorial todo anos 60, fresquinho, fresquinho. Aí a vontade bateu de novo. A ideia de uma vida sem preocupação e com futuro incerto é sedutora demais…

Como proceder?

Bom, eu canto e danço Tiny Dancer quando estou sozinha,  fingindo que sou a Penny Lane. Botas e plumas ajudam.

Todas as fotos do editorial da Vogue UK estão no Touch Puppet.

Brilha muito!

Quer animar o dia? Sai vestida(o) de paetê dos pés à cabeça!

Foto do TouchPuppet, claro.

Diva do dia: Lily Cole

Hoje quero ser ruiva que nem a Lily Cole, comofas?

Mais fotos no Touch Puppet

Diva do dia: Kate Moss

Kate Moss na capa da ID. Chupa essa manga.