Links da semana #13

Depois de ficar fora de casa um tempão, finalmente estou conseguindo colocar as coisas em ordem. Algumas coisas interessantes que vi por aí:

>> Essa coluna é muito acertada: Abaixo ao mito paternalista de que pobre precisa ser apresentado à musica boa. Desce do seu pedestal e deixa a gente curtir o que quiser!

>> Inclusive, uma pausa pra ver a Elsa (Elza?) do Frozen dançando o hit do Carnaval. O Brasil é o melhor país do mundo.

>> Viajar com os amigos é maravilhoso (ou um desastre completo, um dia escrevo sobre isso). Viajar sozinho é essencial, algo que todo mundo deveria fazer uma vez na vida pelo menos. Pra inspirar: 8 lugares perfeitos para viajar sozinho.

>> Na última Black Friday eu comprei um kindle e tem sido maravilhoso. Como ele é prático e superleve, eu carrego pra todo canto e acabo lendo bem mais do que no papel. Daí que a Gabriela, do Teoria Criativa, fez um mega post sobre o kindle, perfeito pra quem tá pensando em comprar um.

 

Beijo, tchau.

Quatro rodas de samba no Rio de Janeiro

Passei as férias no Rio de Janeiro e quase não vi a praia. Em compensação, conheci quatro lugares incríveis para ouvir/viver/amar o samba carioca.

Samba do Trabalhador

Samba do TrabalhadorO Rio de Janeiro é tão maravilhoso que tem um samba de segunda que começa às 16h. Não tem como não amar. Comandado pelo Moacyr Luz, o Samba do Trabalhador tem esse nome porque é onde os músicos (que trabalham aos fins de semana) vão para se divertir. Apesar do repertório quase fixo (só ouvir esse álbum que você vai saber a maioria), as canjas são frequentes e, com sorte, você encontra gente bem famosa por lá.

Segundas, à partir das 16h (e até umas 21h, então chegue cedo!)
No Clube Renascença – Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí
Entrada – R$20

Cacique de Ramos

Cacique de RamosGrande chance de você estar bem longe do Cacique, mas a viagem vale a pena. Essa é uma das rodas de samba mais tradicionais e tem entre seus filhos mais ilustres o grupo Fundo de Quintal. O samba acontece na disputada quadra todos os domingos e sempre aparece alguém para uma canja. E se você ainda precisar de mais motivo, a feijoada que acontece uma vez ao mês é deliciosa.

Domingo, a partir das 17h. A feijoada é no 3º domingo de cada mês a partir das 13h.
R. Uranos, 1326 – Olaria
Entrada franca; feijoada R$20

Sambastião

SambastiãoUm sábado por mês o Sambastião toma a Praça do Russel, na Glória, para um dos sambas mais divertidos da cidade (eu que tô dizendo, tá?). A roda de samba é aberta, com todo tipo de gente, e tem como padrinho o sambista Ataulpho Alves Jr. O repertório é recheado de sambas de partido alto e sambas de terreiro, daqueles pra cantar junto.

Um sábado por mês, a partir das 15h (até umas 22h).
Na Praça do Russel, em frente à Rádio Globo.
Grátis

Pedra do Sal

Samba da Pedra do SalConta a história que o samba carioca nasceu na Pedra do Sal, o que dá a essa roda um clima bem diferente de tudo. O samba acontece todas as segundas à noite o som baixo dá um clima bem intimista. Mas não se engane: a roda de samba lota, então é bom chegar cedo. Aqui é o lugar pra aprender sambas de todas as épocas e tentar ensinar um pouco para os gringos (que são muitos).

Às segundas, a partir das 18h.
Rua Argemiro Bulcão, Saúde
Grátis

Tem mais dicas? Me fala?

Viver do que se gosta

Toda manhã chuvosa de frio a gente acorda e lamenta não ter coragem de largar tudo para viver do que gosta. Abrir uma loja de bolo de fubá, montar um site de cartões personalizados, virar massagista, sei lá. Um desses sonhos fora mundo-engravatado-bate-cartão, sabe?

O querido Fernando Brito fez isso. Trocou a vida corporativa numa das maiores empresas do mundo para viver de música. O Brito (ou “Samba”, para os amigos) é o vocalista à frente da Banda DoBrás e faz um groove brasileiro que não deixa ninguém parado (Tim Maia, Jorge Ben, Simonal, essa galera toda “aparece” num show dele).

Em “Living With Samba” ele fala um pouco da relação com a música:


Living with Samba from Mr Pink Filmes on Vimeo.

Viver do seu sonho (qualquer que seja ele) significa viver sem saber se a conta vai fechar no fim do mês. Mas é garantia de momentos muito felizes durante o trabalho. Coisa que o mundo-engravatado-bate-cartão não tem como providenciar.

Para fechar, um groove do DoBrás, para vocês terem uma ideia do que estou falando:

O grande poder transformador

Vídeo

A coisa mais linda que ouvi nos últimos tempos: Seu Jorge e Caetano Veloso cantando “Desde que o Samba é Samba”:

Cantando eu mando a tristeza embora…

Na Moral

Daí que ontem eu tava num bar X de Santiago e tive o PRAZER de ouvir Jota Quest em espanhol. Era o grande hit Na Moral, cantado com a ajuda de um rapper chicano.

Enjoy:

Aparentemente, legalizaram a exportação de drogas.

Tem que ver

Tenho birra de coisas que são compartilhadas à exaustão (deve ser algum vírus hipster que peguei passeando na rua Augusta). Aí, perco o interesse por qualquer coisa que viraliza e simplesmente não vejo.

Um dia, conversando com uma amiga, ela comenta que o vídeo do irmão dela virou hit no Youtube. Com umas criancinhas e tal. Lembrei na hora das pessoas jogando isso na minha timeline do Facebook – e eu não clicando justamente por causa da avalanche de compartilhes.

Mas aí fui ver, né? Irmão da amiga, sabe como é…

[youtube http://youtu.be/kP4QHmrBWwE]

Que delícia de vídeo! Essas crianças fofas de tudo cantando são de doer! “Eu não trocaria um sorvete de flocos por você”? Oooown! (não, nem eu acredito que estou abalada por essa fofurice toda)

Bom domingo!

(agora, tô com uma dúvida: deveria assistir ao vídeo da Banda Mais Bonita da Cidade?)

O documentário do Mr. Catra

Levei quase um ano para tirar 20 minutos da vida para ver o 90 Dias Com Catra. Se você ainda não viu, arruma um tempo agora e assiste.

O cara é um dos maiores hit makers brasileiros (olhaí a lista e me diz se não sabe cantar pelo menos 5 músicas) e faz uns três, quatro shows por dia em média. Tem mais de uma mulher e mais de 20 filhos. Nasceu em família rica, estudou nas melhores escolas e ficou famoso na Europa com o funk carioca.

Sem dúvida, um personagem que merece ter a história contada.