Links da semana #13

Depois de ficar fora de casa um tempão, finalmente estou conseguindo colocar as coisas em ordem. Algumas coisas interessantes que vi por aí:

>> Essa coluna é muito acertada: Abaixo ao mito paternalista de que pobre precisa ser apresentado à musica boa. Desce do seu pedestal e deixa a gente curtir o que quiser!

>> Inclusive, uma pausa pra ver a Elsa (Elza?) do Frozen dançando o hit do Carnaval. O Brasil é o melhor país do mundo.

>> Viajar com os amigos é maravilhoso (ou um desastre completo, um dia escrevo sobre isso). Viajar sozinho é essencial, algo que todo mundo deveria fazer uma vez na vida pelo menos. Pra inspirar: 8 lugares perfeitos para viajar sozinho.

>> Na última Black Friday eu comprei um kindle e tem sido maravilhoso. Como ele é prático e superleve, eu carrego pra todo canto e acabo lendo bem mais do que no papel. Daí que a Gabriela, do Teoria Criativa, fez um mega post sobre o kindle, perfeito pra quem tá pensando em comprar um.

 

Beijo, tchau.

Quatro lugares para ir em 2016

Uma das metas da minha vida pra esse ano é a clássica “viajar mais”. Mas viajar pra onde? Decidi que em 2016 eu quero muito Brasil na minha vida

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

O Rio é um dos clichês mais deliciosos do Brasil e, acredite, não é feito só de praia. Tive a sorte de ir umas três vezes pra lá no ano passado e quero dobrar a meta superar esse número em 2016 (tem Olimpíada, gente!!). Tanto que já estou com a primeira parada por lá marcada pra janeiro.

Minas (bônus: Inhotim)

Minas é um lugar que estou em dívida. Fui há uns cinco anos pra BH, amei e nunca mais voltei. Nesse ano já estou com viagem marcada para lá – mas quero dar um jeito de ir de novo pra esticar até Inhotim. Quem já foi?

Foz do Iguaçu

As Cataratas de Foz recebem uma porrada de turistas todos os ano, muitos (a maioria, talvez) estrangeiros. Decidi que não dá pra ficar mais um ano da vida sem conhecer esse lugar: é lindo, não é um absurdo de caro, dá pra ir em uma viagem quase bate-e-volta. De 2016 não passa!

Algum lugar incrivelmente cheio de natureza

Ok, aqui tô roubando um pouco. Mas é que ainda não me decidi. Quando falo em “lugar com natureza”, pense em algo arrebatador, como o Pantanal, a Patagonia, o Deserto do Atacama, a Chapada Diamantina. Daqueles lugares que a natureza mostra todo o seu poder sabe?

Tem sugestões? Já foi para algum desses lugares? Me ajuda a montar o roteiro nos comentários ou fala comigo no twitter: @carolmonterisi!

Programando minha viagem

Acabei de voltar de umas férias incríveis em Barcelona, 14 dias de descanso e diversão (ao mesmo tempo).

Como todo brasileiro, deixei tudo pra última hora (mesmo tendo meses pra planejar a viagem). O bom é que estamos em 2013 e a internet salva! Achei algumas ferramentas e sites que valem ouro e me ajudaram muito a agilizar o planejamento todo.

Vem comigo:

1. Definindo o destino

Comecei querendo viajar a Europa inteira, acabei com uma cidade só – é o que cabe no tempo que eu tenho e no estilo de viagem que eu gosto. Para entender (e aceitar) isso, foi fundamental cair de cabeça no Viaje na Viagem, do Ricardo Freire. Sério, não sei como as pessoas organizavam viagens sem ele antes.

É preciso disposição, mas lá você acha tudo (ou encontra alguém contando onde encontrar).

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2. Comprando a passagem

Depois que eu decidi para onde ia, fiquei monitorando os sites de passagens e companhias aéreas. O Decolar e o Expedia foram ótimos amigos para ver quais companhias estavam mais em conta, mas não recomendo que comprem por la (já li vários relatos dizendo que dá muita dor de cabeça se precisar trocar data, horário etc).

Outro amigão é o Melhores Destinos, site fera de compras de passagens, sempre apontando as melhores promoções. Foi la que achei a dica pra minha passagem SP – Barcelona pela Singapore Airlines (top!) em um preço melhor que da Ibéria (que, em dias normais, é imbatível pra quem vai pra Espanha).

(lição aprendida: março e setembro são meses que aparecem as ofertas. Vale ficar de olho!)

3. Fechando o roteiro

Eu fui no estilo old school (comprei um guia e li todas as páginas), mas a internet tem um milhão de páginas que podem ajudar. Joga no Google e se joga.

(mas posso indicar o Viaje na Viagem mais uma vez? Não é #ad, é que é muito bom mesmo)

Anotei todos os lugares num caderninho, incluindo informações como preços e horários das atrações. Escolhi propositalmente um caderninho pequeno para andar com ele durante a viagem.

Daí, vi que errei feio (errei rude). Na hora do vamos ver, não adiantou muito ter um caderninho com as coisas anotadas, assim, separadas. O ideal era já ter montado um roteiro dia a dia (ainda que não fosse um roteiro super fechado). Como não fiz isso, acabei não explorando as regiões do jeito mais inteligente….

4. Criando uma lista de tarefas

Não sabia nem por onde começar a parte prática do planejamento da viagem e topei com um link no twitter que me salvou: o The Universal Packing List.

A coisa é simples: você coloca as informações gerais da sua viagem (temperatura, tamanho da mala etc) e eles te dão uma relação imensa de tudo o que você precisa providenciar (de passaporte a remédios, passando por uma lista básica de roupas).

É ótimo para dar um start nas coisas, você vai riscando item a item, sem mistério. Como a lista é extra completa, algumas coisas não vão servir, mas ai é só riscar e deixar de lado.

5. Dinheiros etc

Nossa, como acho essa parte chata. Bom, o recomendável é levar dinheiro de diferentes formas: cartão de credito, cartão de débito, em espécie.

Pro cartão de crédito, eu tenho um mantra: jamais esquecer de avisar a operadora, jamais esquecer de avisar a operadora (sim, mesmo cartões internacionais precisam disso – esqueci uma vez e me ferrei). Você avisa o período a viagem e evita que o cartão seja bloqueado.

Cartão de débito não tem mistério: é o Visa Travel Money (e similares). Quem é bom de planejamento pode ir colocando o dinheiro aos poucos, tipo uma poupancinha (obviamente não fiz isso, mas deveria). No caso, peguei o Cashpassport na opção multimoeda. Dá pra ver online o saldo e sacar em vários pontos do mundo.

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6. Malas e roupas

Como eu não pretendia ficar mochilando por ai, fui na dica do Ricardo Freire (sempre ele!): malas de rodinhas tamanho M são as ideais. Só não esquece que, se a mala for cheia, as compras não vão caber na volta.

Na minha viagem anterior pra Santiago, errei na dose e fui com uma mala imensa. Além de ser péssimo para me locomover (subir um degrauzinho era um caos), me ferrei na volta e paguei muuuito em excesso de bagagem (quanto mais espaço, mas coisa fui enfiando na mala).

Em relação às roupas, separei o que queria levar e fui vendo as combinações possíveis. Errei na escolha da bolsa (um pouco menor do que deveria), mas de resto foi tudo certo.

Acho que é isso. Faltou alguma coisa?

E se…?

Num sábado qualquer (depois de alguns copos de cerveja, admito), uma amiga sugeriu que o nosso réveillon fosse na Bahia. Aceitei na hora, claro, mas comecei a me questionar dias depois.

E se a gente tiver que trabalhar no fim do ano?
E se mudar de emprego e o o novo chefe não liberar?
E se…? E se…?

Enquanto isso, o tempo foi passando, como é típico do tempo.

Resolvi ignorar as dúvidas e fechar a viagem. Carpe diem, blablablá.

Conclusão: Não sei exatamente o que vai ser da minha vida nos próximos meses. Mas já sei o que vou fazer no réveillon. Vou começar 2013 com essa vista:

Caraíva, me espera. Até lá, vou vendo o que acontece.

Foto: Flickr/hedoniste

PS: Uma coisa é certa. Fechar a viagem com antecedência deixa a gente pobre, muito pobre.

Chile: compras em Santiago

Antes de tudo, um aviso: Santiago não é Miami ou Buenos Aires. Ou seja: as coisas não são incrivelmente baratas por lá, mas sempre dá pra achar uma pechincha.

Isso dito, vambora.

O que vale a pena comprar em Santiago

Pensando no preço, vale a pena comprar eletrônico e tênis. Roupas, maquiagem e cosméticos nem tanto. Pra quem curte, os vinhos são bem baratos por lá e todo supermercado tem uma seleção decente de rótulos.

Onde comprar

Na Paseo Ahumada (rua mais famosa da cidade, na saída do metrô Plaza de Armas), você encontra todas as lojas de departamentos que pode imaginar. Se tiver com pique, dá pra comprar tudo o que quiser e precisar por lá em um dia só.

[UM PARÊNTESES SOBRE DINHEIRO]

Nessa região também é o melhor lugar pra trocar dinheiro: as várias casas de câmbio por ali ajudam o preço a ser mais competitivo. E não precisa levar dólar: pode levar real que eles trocam direto.

A aceitação de cartão de crédito e débito (tipo o Visa Travel Money) é superboa, como no Brasil, então não precisa se preocupar em levar muito dinheiro em espécie. Além disso, existe um caixa eletrônico em cada esquina, pra quem tem a opção de sacar de lá.

[FECHA PARÊNTESES]

Pra quem curte coisa exclusiva e diferente, em Lastarria (na frente do Zabo) existe um casarão com umas lojinhas super simpáticas que só vendem roupas de designers de lá. As coisas não são muito baratas lá, mas também não é preço de alta costura. O que você paga na Zara aqui, você gasta lá.

Quem busca artesanato e coisas típicas, tem que ir no Mercado Santa Lucia (do lado do Metrô Santa Lucía). Segundo o pessoal de lá, não tem preço melhor e a variedade lá é ótima (isso eu pude comprovar).

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Chile: bares e restaurantes em Santiago

Já começo avisando que eu não sei dar dica de balada porque fui em uma só (chamada Las Uracas) e não tenho parâmetro (não saio na noite de São Paulo, então não sei dizer o que tem de bom ou ruim…).

Bares, em compensação, fui em vários! E restaurante mais ainda!

Os tradicionais

Liguria é um bar/restaurante superfamoso na cidade. Existem três unidades dele em Providência e, não importa o que peça, não vai se decepcionar.

Liguria e sua arte meio cordel

Outro lugar supertradicional é o La Piojera, nas imediações do Mercado Central. Mas não vá esperando um lugar cool ou arrumadinho, o restaurante é pra quem quer sentir a cultura chilena mesmo. Dica: peça o terremoto, drinque típico de lá (não é incrível de gostoso, mas todo mundo tem que provar!).

Top de linha

Existem dois restaurantes ótimos que eu não consegui ir porque deixei pra reservar muito tarde, o Astrid&Gaston (que também existe em outros países latinoamericanos) e o Aqui Está Coco.

Os dois são capitaneados por ótimos chefs e têm como especialidade peixes e frutos do mar. Como já comentei em outro post, comer bem em Santiago é muito barato. Um jantar completo (entrada, prato principal, sobremesa, vinho) sai cerca de R$120. Não é pouco, mas estamos falando do que há de melhor na cidade. VocÊ não encontra o mesmo em São Paulo por menos de R$200…

Opção segura

Perto do metrô Baquedano tem um lugar chamado Patio Bellavista (dá pra ir andando do metrô) que é uma praça de alimentação gigante, com opções de todos os tipos. O preço não é barato, mas é pagável. Um jantar por lá (num restaurante francês, por exemplo) sai algo como R$50.

O Patio Bellavista é seguro e fica aberto até muito tarde, todos os dias. É o lugar que te salva quando nada mais está aberto (ou quando rola um apagão na cidade – sim, passei por isso). Mas se você quiser ficar longe de brasileiros, não passe nem perto. Lá também não é uma opção legal pra quem busca comida autenticamente chilena.

>> O que recomendo lá: Backstage, Le Fournil Bistrot e Dublin

 Para ver e ser visto </vejinha>

Na região do Patio Bellavista, está a calle Constitucion que tem vários outros restaurantes e bares. Lá também não tem muito como errar. Uma opção que vale experimentar é o Como Água para Chocolate. Lá peça o congrio (um peixe típico de lá) com creme de espinafre (de chorar de tão bom!).

Na mesma rua tem o Bar Constitucion, que abre pro happy hour e bomba depois das 23h, quando libera a pista de dança.

Pra passar o dia

Olha que delícia que é Lastarria! (Foto: Só a nata das viagens)

A região mais gostosa que eu conheci de Santiago foi o bairro Lastarria (perto do metrô Universidad Católica). Existem vários bares e restaurantes, todos com mesinha na rua, pra passar uma tarde de domingo jogando conversa fora.

>> O que recomendo lá: ZaboCafé del Museo

O melhor sorvete de Santiago

Ninguém pode sair de Santiago sem passar no Emporio La Rosa. Conheci duas unidades, a da calle Merced (em Lastarria mesmo) e uma na Av Providencia, pertinho do metrô Los Leones (todos os endereços aqui).

Nâo experimentei a comida, mas os sorvetes são incríveis (e eu já tinha provado sorvetes incríveis em Buenos Aires). Meu preferido é o de iogurte, mas até o de doce de leite (que pode ser aquela coisa enjoativa) é levinho, levinho.

Tudo o que já postei sobre Santiago:

Chile: o que visitar em Santiago

De tudo o que o seu guia de viagens mostra de Santiago, algumas coisas que valem a pena (na minha humilde opinião):

Centro histórico

Plaza de Armas, Paseo Ahumada, Catedral… Já falei o que tinha que falar (com detalhes) aqui.

Cerro San Cristóbal

E a vista do Cerro Sán Cristóbal?

Um funicular (algo entre um trem e um bondinho) leva você até lá em cima para ter a melhor vista de Santiago. Se tiver pique, ainda dá pra subir mais (aí, a pé). Nos dias claros é uma visita que não dá pra perder. Mas evita ir no fim de semana, que fica insuportável.

Mercado Central

Ir almoçar no Mercado Central é clichê, mas não é furada. A comida lá é gostosa e você tem a opção de restaurantes grandes, bem turísticos e outros menores, mais exclusivos.

Cerro Santa Lucía

Cerro Santa Lucía: a Cordilheira fica logo ali!

Do lado do metrô Santa Lucía, tem um morro cerro que também vale visitar. Mas aí o caminho é só a pé. Mesmo asism, dá pra ir passeando, é um clima de parque mesmo. O melhor é que é um passeio rápido (não vai perder um dia caminhando), de graça e bem perto do centro da cidade.

Casas de Pablo Neruda

Existem três casa abertas para visitação no Chile e eu fui nas três. Conto tudo aqui, ó.

Pra quem gosta de esquiar, existem várias opções próximas a Santiago. Mas não saberia dizer, não fui a nenhuma estação de esqui. O mesmo vale para as vinícolas: minha opinião não vale nada! 

Tudo o que já postei sobre Santiago: